SEO é o nome do trabalho de fazer a sua loja ser encontrada por quem pesquisa no Google. GEO é o mesmo trabalho voltado para as IAs de busca, como o ChatGPT e o Gemini, que hoje respondem direto em vez de devolver uma lista de links. Na prática, os dois são a mesma coisa: organizar as informações que a sua loja passa, dizendo quem ela é, o que vende e por qual endereço deve ser encontrada. Nos últimos meses reconstruímos essa parte em todas as lojas da INK.
Antes de entrar nas melhorias, um conceito que vai aparecer várias vezes aqui: o índice do Google. O Google não sai vasculhando a internet no momento em que a pessoa pesquisa. Ele visita as páginas antes, guarda uma cópia numa lista gigante, que é o índice, e é nessa lista que ele pesquisa. Se a sua página não está indexada, ela não aparece, por melhor que seja. E o Google não guarda tudo o que encontra: quando várias páginas parecem iguais para ele, guarda uma e descarta as outras. Boa parte do que melhoramos serve para colocar mais páginas da sua loja no índice e mantê-las lá.
1. Cada página com título e descrição próprios
No resultado do Google, o título é a linha clicável e a descrição é o texto que aparece logo abaixo. Eles têm nome técnico: o título vem da tag title e a descrição vem da meta description. É por esses dois que a pessoa decide se clica. Antes, toda página da sua loja usava o nome da loja no title, da home até a página de cada produto, e várias páginas repetiam a mesma meta description genérica. Quem procurava um produto seu via só o nome da loja, sem nenhuma pista do que tinha ali dentro, então só chegava até você quem já sabia o nome da loja.
Agora cada página monta o próprio título a partir do que ela é: o nome do produto na página de produto, o nome da coleção na página de coleção, e assim por diante. Quando você não escreve uma descrição, o sistema usa a descrição do produto. Cada página também ganhou um H1, que é o título principal visível no alto dela e um dos sinais que o Google mais usa para entender do que ela trata. Com isso, alguém que procura "camiseta oversized de gato" pode cair direto na sua página daquele produto sem nunca ter ouvido falar da sua loja.
2. Peças da mesma estampa deixaram de brigar entre si
Uma estampa sua vira várias peças na vitrine: camiseta, oversized, cropped, moletom. Para o Google essas páginas pareciam praticamente a mesma coisa, o que se chama conteúdo duplicado. Quando ele detecta isso, guarda uma página e descarta as outras. Na prática, uma peça da estampa aparecia na busca e as outras ficavam invisíveis.
Agora cada peça se apresenta como um produto diferente, com informações próprias. Quem procura a versão cropped encontra o cropped, e quem procura o moletom encontra o moletom.
3. Preço e disponibilidade aparecendo direto no resultado
Além do texto que a pessoa lê, toda página pode carregar uma ficha invisível, feita para máquina ler. O nome técnico é dados estruturados, ou schema, escritos num formato chamado JSON-LD. Essa ficha diz, de forma organizada, o que é cada coisa: este é o nome do produto, este é o preço, este é o estoque. Sem ela, o Google e as IAs veem um monte de texto solto e precisam adivinhar o que é o quê.
Suas páginas de produto agora entregam essa ficha preenchida, com nome, preço e disponibilidade. Quando o Google confia nesses dados, ele pode montar um resultado enriquecido, que é aquele resultado com informação extra além do link. A pessoa vê o preço e se tem disponível antes mesmo de clicar, então quem entra na sua loja entra mais decidido a comprar. É a mesma informação que as IAs usam para responder, então quando alguém pede uma indicação para o ChatGPT ou para o Gemini, seus produtos podem entrar na resposta com preço e disponibilidade corretos.
4. Frete e política de troca na ficha do produto
A mesma ficha do item anterior ganhou dois campos que o Google praticamente exige hoje para mostrar produto nos resultados gratuitos de compras e no Google Shopping: shippingDetails, que é o frete, e hasMerchantReturnPolicy, que é a política de troca e devolução.
Quando você configura frete próprio na loja, com valor fixo, pedido mínimo ou regra por estado, esse dado real vai para a ficha. Quem compara produtos no Google vê o custo de entrega e as condições de troca antes de decidir, o que evita perder a venda para uma loja que mostrou essa informação e você não.
5. O caminho de navegação aparecendo na página e na busca
Breadcrumb, ou trilha de navegação, é aquela linha no alto da página mostrando onde você está: loja, tipo de produto, produto. Ela serve para duas coisas. Para quem navega, é o caminho de volta para a categoria em vez de sair da loja. Para o Google, é a hierarquia da loja, declarada na ficha invisível através do BreadcrumbList, que é o que faz o resultado da busca mostrar o caminho em vez do endereço cru.
A vitrine não tinha essa trilha. Agora as páginas de produto mostram loja, tipo de produto e produto, com o tipo clicável levando para todas as peças daquele tipo. Kits e coleções mostram dois níveis, porque não têm tipo de produto. Quem chegou pela busca num produto seu tem para onde ir depois de olhar aquela peça, em vez de fechar a aba.
6. O nome que aparece é o da sua loja, não o da plataforma
Em algumas páginas o Google mostrava o nome da Reserva INK no lugar do nome da sua loja. Isso vinha de dois blocos da ficha invisível: o Organization, que diz qual empresa é dona daquele conteúdo, e o WebSite, que diz qual é o nome do site. Os dois estavam preenchidos com os dados da plataforma. Havia ainda pedaços de código vazando no título de páginas institucionais.
Agora cada loja se declara com o próprio nome e a própria marca em todas as páginas. Quem vê sua loja no resultado da busca lê o nome dela e consegue lembrar depois de onde comprou, em vez de guardar o nome da plataforma e voltar pela porta errada.
7. Um endereço oficial por loja
Uma mesma loja pode ser acessada por mais de um endereço. Quando isso acontece sem aviso, o Google entende que são dois sites diferentes com o mesmo conteúdo, escolhe um e descarta o outro. O aviso que resolve isso tem nome: a tag canonical, que aponta para o endereço oficial daquele conteúdo.
A sua loja vivia ao mesmo tempo no endereço da Reserva INK e no seu domínio próprio, e nenhuma das duas versões declarava canonical. As duas acabavam aparecendo mais embaixo do que apareceriam juntas. Agora toda página declara qual é o endereço oficial, e o reconhecimento que a sua loja acumula se soma num endereço só.
8. Domínio próprio como endereço oficial de verdade
Se você tem domínio próprio, ele pode passar a ser o endereço oficial da loja. Para isso funcionar, você precisa primeiro verificar o domínio em Configurar Loja > Informações Gerais. Essa verificação confirma que o endereço está mesmo apontando para a sua loja e no ar. Sem ela, o redirecionamento não é ativado e a loja continua respondendo pelos dois endereços.
Feita a verificação, quem chega pelo endereço antigo é levado automaticamente para o seu domínio, inclusive quem já está logado. Esse encaminhamento usa um redirecionamento 301, que é o código de mudança de endereço permanente. É ele que faz o Google transferir para o endereço novo o reconhecimento construído no antigo, em vez de tratar os dois como sites separados. Redirecionamento temporário, o 302, não transfere nada.
Com isso, a reputação que a loja construir no Google passa a ser sua e a ficar no seu domínio, não no da plataforma. Se um dia você sair da INK, ela vai junto. Só não espere para amanhã: o Google leva de semanas a meses para completar essa transferência.
9. O favicon e a página inicial da loja no seu domínio
Esta você já viu por aqui. Favicon é o iconezinho que aparece na aba do navegador e ao lado do seu site no resultado do Google. O que aparecia na busca era o da Reserva INK, mesmo com a loja tendo o próprio favicon cadastrado, e o endereço principal do seu domínio não abria a loja direto. Agora sua loja aparece na lista de resultados com o seu ícone, o que ajuda a pessoa a reconhecer você no meio dos outros links, e o clique leva direto para a sua vitrine.
10. O Google conhecendo o catálogo inteiro
Para saber quais páginas existem no seu site, o Google depende de dois arquivos. O sitemap é uma lista de todos os endereços da loja, que funciona como um índice de livro. O robots.txt é um recado dizendo em quais partes ele pode entrar e em quais não deve, e é lá que fica a linha apontando para o sitemap.
Antes existia um único sitemap com 6 endereços para mais de um milhão de páginas de catálogo, e o mesmo robots.txt servia para todas as lojas. Produto novo só entrava no índice se o Google tropeçasse em algum link por acaso, o que podia levar semanas ou nunca acontecer.
Agora cada loja tem o próprio sitemap, montado automaticamente com produtos, coleções e páginas, com a data real da última alteração de cada uma, e o próprio robots.txt apontando para ele. Produto que você cadastra hoje pode estar aparecendo na busca em poucos dias. As fotos dos produtos entraram nesse mesmo sitemap, então elas passam a trazer gente do Google Imagens, que é por onde muita gente procura roupa.
11. Link antigo não morre mais em silêncio
Quando você tirava um produto do ar, quem clicava no link antigo era jogado na página inicial da loja. Isso se chama soft 404: a página não existe mais, mas responde como se estivesse tudo certo. Para o Google, parecia uma página normal e vazia, então ele continuava voltando lá. Produto que mudava de endereço simplesmente quebrava.
Agora produto removido responde com erro 404 de verdade e sai do índice, e produto que mudou de endereço leva o visitante direto ao endereço novo com um redirecionamento 301, o mesmo do item 8. Quem clica num link seu salvo num print ou numa postagem de meses atrás chega no produto certo, em vez de se perder na página inicial e desistir.
12. Só as páginas que vendem vão para a busca
Cada vez que alguém filtra ou reordena a vitrine, o endereço da página muda. Antes, cada uma dessas combinações virava uma página que o Google podia indexar. Como os filtros se combinam entre si, isso gerava uma quantidade enorme de páginas quase idênticas, descartadas depois por duplicidade. Filtro que não trazia nenhum produto também virava página.
Agora essas variações apontam com canonical para a página da categoria, as combinações de filtro recebem noindex, que é a instrução para o Google não guardar aquela página, e filtro sem resultado não entra no índice. Trechos internos da vitrine, como o conteúdo daquelas janelas que abrem por cima da página de produto, também deixaram de ser servidos como páginas. Isso importa porque o Google reserva um tempo limitado para visitar cada site, o que se chama cota de rastreamento. Esse tempo passa a ser gasto nas páginas de produto e de categoria, que são as que trazem cliente.
13. Sua loja legível para agentes de compra
Já existem IAs que navegam, comparam produtos e compram no lugar da pessoa, os agentes de compra. Elas não leem a página como a gente lê, precisam de um material de apresentação feito para elas. O padrão que está se firmando para isso é um arquivo chamado agents.md, junto de um mapa de descoberta, e cada loja da INK passou a publicar os dois, dizendo onde ficam os produtos, as coleções e a busca. Quando alguém pedir para uma IA pesquisar ou comprar no lugar dele, a sua loja é uma das que ela consegue ler e considerar.
O que você precisa fazer
Quase tudo o que está aqui já está no ar e funciona sozinho. A única coisa que depende de você é o item 8: se a sua loja tem domínio próprio, entre nas informações gerais do painel e verifique o domínio. Sem essa verificação o redirecionamento não é ativado, e é ele que faz o Google entender que o seu endereço é o oficial.
Quando o efeito aparece
O Google e as IAs não releem a internet de uma vez. Eles revisitam as páginas aos poucos, ao longo de semanas. O ganho vai aparecendo conforme isso acontece. Quem acabou de verificar o domínio próprio deve contar de semanas a meses até o reconhecimento migrar por completo.